Em quase três anos de Egenharia de Computação, minha visão sobre a área saiu da de usuário final para a de programador. O problema desse processo é que o foco passa a ser na funcionalidade: um programa recebe uma tarefa e deve completá-la. Durante esse tempo, a noção de interface se resumia à linha de comando.
Porém, neste semestre, com a disciplina MC750, tive contato com o aspecto da interface entre usuário e programa. Isso retoma a visão de usuário final que possuía, mas de maneira muito mais crítica, já que falhas de interface são definidas com heurísticas, e não apenas com a sensação de que “algo está errado”. Embora muitas das heurísticas não apresentem fronteiras bem definidas, elas permitem delinear o que pode ser melhorado num projeto.
O problema do programador é também subestimar os problemas de interface que ele encontra, de forma a sempre se acostumar a ter um “atalho” para resolver o problema, o que não pode ser considerado para o usuário final. Estes, querem clareza, fácil uso mas ao mesmo tempo acessar tudo o que puderem. E cabe ao programador manter essa visão enquanto aprimora seu projeto, visão esta desenvolvida com a disciplina.
Outro aspecto novo para mim foi o de acessibilidade. A tendência é que se você não tem o problema, você não pensa em como seria se o tivesse. Como programador, é minha responsabilidade idendificar no projeto o que pode ser facilitado e simplificado, além do que eu considero já suficiente. Isso permite que o seu projeto possa ser alcançável para todos.
Saindo para o mercado, espero utilizar esses conceitos aprendidos para que o que eu desenvolva, seja claro não só para usuários avançados, mas para todos os que se interessem pelo que foi desenvolvido. A funcionalidade também é importante, mas ela não é nada sem a facilidade de uso.
Josué Andrade
Tags: interfaces, unicamp