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03 jul 09 Post sobre o curso de Interfaces

Durante o curso de computação na Unicamp, e acredito que seja assim em qualquer outro curso semelhante de outras instituições, me acostumei a enxergar o software que estava desenvolvendo a partir de um único ponto de vista: do desenvolvedor. Após cursar inúmeras disciplinas MCxxx, minha única preocupação era que o software proporcionasse total integridade e eficiência máxima. O usuário final nem era levado em consideração até por que esse usuário se resumia geralmente a mim e ao professor da disciplina. Enfim, nós somos introduzidos à disciplina MC750.

Inicialmente, são apresentados diversos problemas de interfaces de situações do cotidiano como o formato equivocado de uma torneira de banheiro público e disposição confusa de botões num controle remoto. Percebi que o design não é só uma questão de estética visual, mas também é muito importante para que permita um uso intuitivo. Também foi reforçada a noção de que a grande maioria das pessoas não são usuários avançadas de computador como nós e que os usuários dos softwares que nós desenvolvemos não têm a obrigação de conhecer todas as suas funcionalidades. Eu mesmo já sofri com softwares que fui obrigado a usar durante a graduação, como Max Plus II e Spice, dois nomes que trarão lembranças nada agradáveis a qualquer aluno da turma devido às suas interfaces extremamente irritantes.

Passando para problemas de interfaces específicos de informática, conheci as heurísticas de Nielsen. Sabendo avaliar uma interface heuristicamente, vi que para mim era tão intuitivo procurar a opção de salvar um documento no canto superior esquerdo do programa como empurrar uma porta cuja maçaneta tem forma plana. As heurísticas me deram uma idéia concreta de como deve ser aparentar um programa, e, principalmente, os problemas básicos que não devo cometer ao desenvolver a interface de um software, seja qual for a utilidade dele.

Luis Fernando Lopes Iwasaki

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