Através da discliplina MC750, foi indicada a análise do ambiente de programação Alice (www.alice.org). Trata-se de uma aplicação destinada ao desenvolvimento de animações, focada ao aprendizado.
Acessando-se o site do programa, o acesso ao download é simples, embora o arquivo baixado não seja um instalador, sendo o aplicativo pronto para o uso. Sem uma instalação, a criação de atalhos para o uso deve ser feita manualmente, o que dificulta o uso para os mais leigos.
As primeiras informações que se tem ao iniciar o programa nos dizem a respeito de tutoriais – altamente recomendados, já que o programa dá a impressão de ter mais opções do que se saiba mexer. Iniciando-se o primeiro tutorial, temos os passos básicos da aplicação, sendo exibidos de forma clara, e as opções não usadas no momento não são acessíveis, facilitando a aprendizagem.
Os tutoriais são simples e bem informativos. Seguindo-se passo a passo por uma série de ferramentas, não há muito onde errar.
Embora algumas orientações possam ser mal implementadas, de forma que a opção selecionada não é a requerida. Neste caso, o tutorial pára, mesmo que você saiba que fez o que é certo.
Neste caso, a saída parece “forçar” o tutorial a continuar, clicando-se no Next na parte superior da tela (mesmo este aparentando não ser acessível). Isso se apresenta com pouca freqüência, nos quatro tutoriais disponíveis.
Cumprindo os tutoriais, tentamos caminhar por conta própria dentro do programa, embora o excesso de informações disponível ainda seja um pouco confuso. Mesmo assim, com certa facilidade as animações podem ser montadas, embora se encontre limitações, sendo essas do próprio programa ou porque não se sabe como resolvê-las – não há um arquivo de ajuda, só animações pré-prontas, onde se poderia verificar a existência de novas funcionalidades.
Tags: design, interfaces, unicamp
Em quase três anos de Egenharia de Computação, minha visão sobre a área saiu da de usuário final para a de programador. O problema desse processo é que o foco passa a ser na funcionalidade: um programa recebe uma tarefa e deve completá-la. Durante esse tempo, a noção de interface se resumia à linha de comando.
Porém, neste semestre, com a disciplina MC750, tive contato com o aspecto da interface entre usuário e programa. Isso retoma a visão de usuário final que possuía, mas de maneira muito mais crítica, já que falhas de interface são definidas com heurísticas, e não apenas com a sensação de que “algo está errado”. Embora muitas das heurísticas não apresentem fronteiras bem definidas, elas permitem delinear o que pode ser melhorado num projeto.
O problema do programador é também subestimar os problemas de interface que ele encontra, de forma a sempre se acostumar a ter um “atalho” para resolver o problema, o que não pode ser considerado para o usuário final. Estes, querem clareza, fácil uso mas ao mesmo tempo acessar tudo o que puderem. E cabe ao programador manter essa visão enquanto aprimora seu projeto, visão esta desenvolvida com a disciplina.
Outro aspecto novo para mim foi o de acessibilidade. A tendência é que se você não tem o problema, você não pensa em como seria se o tivesse. Como programador, é minha responsabilidade idendificar no projeto o que pode ser facilitado e simplificado, além do que eu considero já suficiente. Isso permite que o seu projeto possa ser alcançável para todos.
Saindo para o mercado, espero utilizar esses conceitos aprendidos para que o que eu desenvolva, seja claro não só para usuários avançados, mas para todos os que se interessem pelo que foi desenvolvido. A funcionalidade também é importante, mas ela não é nada sem a facilidade de uso.
Josué Andrade
Tags: interfaces, unicamp
Este semestre estou cursando na Unicamp a matéria de Construção de Interfaces Homem-Computador vulga MC750 com a professora Heloisa Vieira da Rocha e uma das tarefas é relacionar o mundo real com o aprendido em sala de aula, entre os diversos assuntos que tivemos contato, um deles foram as 10 heurísticas de Nielsen. A fim de relacionar as heurísticas de Nielsen com o mundo real, analisarei o site da companhia aérea da Azul.
Com planos de ir ao FISL, comecei minha empreitada acessando os sites das mais diversas companhias aéreas para fazer as cotações de preço e horário, encontrei alguns problemas de interface em todos os sites que visitei, mas o problema da Azul foi o que mais me incomodou, a partir do segundo site reparei que para fazer uma busca/cotação por voos eu tinha que preencher os seguintes campos:
Os campos necessários para a cotação são mais do que lógicos, não tem como o site adivinhar de onde você deseja partir e para onde ir, nem como a data que você planeja ir e voltar, alguns sites já preenchem a data com algum valor válido, mas esse tipo de preenchimento só serve para verificar os preços e não os horários, ainda temos o agravante que o preço é diferente de uma data para a outra.
Somente ao acessar o site da Azul eu reparei que tinha que escolher a quantidade de adultos e crianças que eu estava cotando, por que?
Isso mesmo, eu preenchi todos os campos que eu já estava preenchendo nos outros sites das companhias concorrentes, mas quando cliquei para pesquisar recebi uma mensagem informando que eu tinha que escolher pelo menos um tipo válido de passageiro, daí então notei que havia um campo preenchido com zero adultos.
Escolhi a opção correta, no meu caso um adulto, e fiz a cotação, surpreendentemente quando alterei a data para ver outros horários levei outro aviso idêntico na cara, o que eu tinha feito de errado? Nada! Aconteceu que todos os campos do formulário vieram preenchidos corretamente, exceto o campo do número de adultos e crianças que estavam zerados como exibido abaixo.
Como o site não seguia o padrão das concorrentes eu recebi esse aviso pelo menos umas cinco vezes até aprender, por repetição, como utilizar o site da Azul.
Fiquei questionando a lógica da escolha por zero adultos e zero crianças, tentei dar algum sentido dentro da minha cabeça, mas não tinha desculpa. Acredito que se fizermos uma análise de quantas pessoas compram/cotam com todas as combinações possíveis das quantidades de adultos e crianças a mais utilizada será a de um adulto e zero crianças.
Depois de muito me questionar, cheguei a conclusão de que a desculpa menos esfarrapada para ter este tipo de opção no site era a possibilidade de se comprar uma passagem para uma criança e nenhum adulto, qual não foi a minha surpresa ao tentar cotar essa possibilidade e me deparar com o erro abaixo.
O que tudo isto tem a ver com as 10 heurísticas de Nielsen, basta visitarmos o site que cita as heurísticas para sabermos que pelo menos uma heurística foi violada:
5) prevenir erros
- Evitar situações de erro.
- Conhecer as situações que mais provocam erros e modificar a interface para que estes erros não ocorram.
Quais modificações na interface deveriam ser feitas para que estes erros não ocorram mais?
A solução é simples:
Não perca os próximos posts que também falarão sobre interfaces.
Tags: interfaces, unicamp
Parecia uma tarefa chata, mas no final foi interessante e tranquila, no trabalho eram para ser levantados alguns problemas de interface semelhantes aos vistos em sala de aula e que ocorrem no nosso dia-a-dia, não só no uso do computador.
Apesar de eu não ter conseguido participar das gravações por falta de comunicação do grupo, o material gravado ficou excelente para o nível pretendido que era o amador, editei e mandei ao grupo, houve outras edições mas no final, na correria para entregar no prazo, entregamos a minha versão.
Pegue uma pipoca, um guaraná e curta o curta abaixo.
Tags: unicamp